sexta-feira, 7 de abril de 2017

ORIGENS E CONSEQUENCIAS DO SIONISMO




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OS 65 ANOS DE "NAKBA" EXPULSÃO DOS PALESTINOS POR BEN GURION


Em meio ao século XVII, os calvinistas britânicos agruparam-se em torno de Oliver Cromwell e puseram em causa a fé e a hierarquia do regime. Depois de terem derrubado a monarquia anglicana, o «Lorde protetor» pretendeu permitir ao povo inglês conseguir a pureza moral necessária para atravessar uma tribulação de 7 anos, acolher o retorno de Cristo, e viver pacificamente com ele durante 1.000 anos (o «Milênio»). Para conseguir realizar isto, segundo a sua interpretação da Bíblia, os israelitas deviam ser dispersos pelos confins da terra, depois reagrupados na Palestina e aí reconstruir o templo de Salomão. Nesta base, ele instaurou um regime puritano, levantou em 1656 a interdição posta aos israelitas de se instalarem em Inglaterra, e anunciou que o seu país se comprometia a criar, na Palestina, o Estado de Israel,

Tendo a seita de Cromwell sido, por seu turno, derrubada no final da «Primeira Guerra civil inglesa», os seus partidários mortos ou exilados, e a monarquia anglicana restabelecida, o sionismo (quer dizer o projeto de criação de um Estado para os israelitas) foi abandonado. Ele ressurgiu no século XVIII com a «Segunda Guerra civil inglesa», (segundo a nomenclatura dos manuais de História do secundário no Reino-Unido), que o resto do mundo conhece como a «guerra de independência dos Estados-Unidos» (1775-83). Contrariamente a uma ideia estabelecida, esta não foi uma ação empreendida em nome do ideal das Luzes, que animou alguns anos mais tarde a Revolução francesa, mas sim financiada pelo rei de França e encetada por motivos religiosos ao grito de «o Nosso Rei, é Jesus!».

George Washington, Thomas Jefferson e Benjamin Franklin [maçons americanos], para citar apenas estes, apresentaram-se como os sucessores dos partidários exilados de Oliver Cromwell. Os Estados-Unidos retomaram, pois, logicamente o seu projeto sionista.

Em 1868, em Inglaterra, a rainha Victoria designou como Primeiro-ministro, o judeu Benjamin Disraeli. Este propôs-lhe conceder alguns direitos aos descendentes dos partidários de Cromwell, de maneira a poder apoiar-se sobre todo o povo para estender o poder da Coroa no mundo. Sobretudo, propôs aliar-se à diáspora judia para conduzir uma política imperialista da qual ela seria a guarda-avançada. Em 1878, ele fez inscrever «a restauração de Israel» na ordem do dia do Congresso de Berlim sobre a nova partilha do mundo.

É sobre esta base sionista que o Reino-Unido restabelece as boas relações com as suas antigas colonias tornadas Estados-Unidos, no seguimento da «Terceira Guerra civil inglesa» —conhecida nos Estados-Unidos como a «guerra civil americana», e na Europa continental como a «guerra de Secessão» (1861-65)— que viu a vitória dos sucessores dos partidários de Cromwell, os WASP (White Anglo-Saxon Puritans- inglês para: «Brancos Anglo-Saxónicos Puritanos») . Uma vez mais, ainda, é erradamente que se fala deste conflito como uma luta contra a escravatura quando 5 Estados do Norte a mantinham, na altura, também.

Até quase ao final do século XIX o sionismo é, pois, apenas um projeto puritano anglo-saxônico, ao qual só uma elite judia adere. Ele é fortemente condenado pelos rabinos, que interpretam a Torá como uma alegoria e não como um plano político.

Entre as consequências atuais desses fatos históricos, temos de admitir que se o sionismo visava a criação de um Estado para os israelitas, ele é também o fundamento da existência dos Estados Unidos. Portanto, a questão de se saber se as decisões políticas, de conjunto, são tomadas em Washington ou em Telavive tem apenas um interesse relativo. É a mesma ideologia que está no poder em ambos os países. Além disso, tendo o sionismo permitido a reconciliação entre Londres e Washington, colocá-lo em causa é o mesmo que atacar esta aliança, a mais poderosa do mundo.

A adesão do povo judaico ao sionismo anglo-saxão

Na historiografia oficial de hoje, costuma-se ignorar o período dos XVII-XIX séculos e apresentar Theodor Herzl como o fundador do sionismo. Ora, de acordo com publicações internas da Organização Sionista Mundial, este ponto é igualmente falso.

Reverendo William E. Blackstone
Cristão Dispensionalista
Ideólogo do sionismo moderno. 
O verdadeiro fundador do sionismo moderno não era judeu, mas cristão dispensionalista. O reverendo William E. Blackstone foi um pregador americano, para quem os verdadeiros cristãos não teriam de passar pelas provações no final dos tempos. Ele pregou que estes seriam levados para o céu durante a batalha final (a «ascensão da Igreja», em Inglês «the rapture»). Na sua opinião, os judeus travariam esta batalha e sairiam dela, ao mesmo tempo, convertidos a Cristo e vitoriosos.

Foi a teologia do reverendo Blackstone, que serviu de base ao apoio incondicional de Washington para a criação de Israel. E, isso, muito antes do AIPAC (o lóbi pró-Israel) ter sido criado e ter tomado o controlo do Congresso. Na realidade, o poder do lóbi não resulta tanto do seu dinheiro e da sua capacidade de financiar campanhas eleitorais, mas mais desta ideologia sempre presente nos EUA.

A Teologia do arrebatamento por muito estúpida que possa parecer é, hoje em dia, muito poderosa nos Estados Unidos. Ela representa um fenômeno na literatura e no cinema (veja-se o filme Left Behind, com Nicolas Cage).

Theodor Herzl era um admirador do magnata dos diamantes Cecil Rhodes, o teórico do imperialismo britânico e fundador da África do Sul, da Rodésia (à qual deu o seu nome) e da Zâmbia (ex-Rodésia do Norte). Herzl não era judeu (no sentido em que não praticava a fé do judaísmo), e não havia circuncidado o seu filho. Ateu, como muitos burgueses europeus do seu tempo, ele preconizou primeiro a assimilação dos judeus por conversão ao cristianismo. No entanto, retomando a teoria de Benjamin Disraeli, ele chegou à conclusão que a melhor solução era envolvê-los no colonialismo britânico, criando um Estado judaico na atual Uganda ou na Argentina. Ele seguiu o exemplo de Rhodes quanto à compra de terras e na criação da Agência Judaica.

Blackstone conseguiu convencer Herzl a juntar as preocupações dos dispensionalistas às dos colonialistas. Bastava, para isso, encarar a criação de Israel na Palestina e multiplicar as referências bíblicas a propósito. Graças a esta ideia bastante simples, eles conseguiram fazer aderir a maioria dos judeus europeus ao seu projeto. Hoje, Herzl está enterrado em Israel (no Monte Herzl), e o Estado colocou no seu caixão A Bíblia anotada que Blackstone lhe havia dado.

O sionismo nunca teve, pois, como objetivo «salvar o povo judeu, dando- lhe um lar», mas sim fazer triunfar o imperialismo anglo-saxônico envolvendo nisso os israelitas. Além disso, não só o sionismo não é um produto da cultura judaica(no sentido de fé, tradições, costumes etc..), como a maioria dos sionistas nunca foi judaica, enquanto a maioria dos israelitas sionistas não são judeus. As referências bíblicas omnipresentes no discurso oficialista israelense, não refletem o pensamento da parte crente do país e são destinadas, acima de tudo, a convencer a população dos EUA.

O pacto anglo-saxão para a criação de Israel na Palestina

A decisão de criar um Estado judaico na Palestina foi tomada em conjunto pelos governos britânico e norte-americano. Ela foi negociada pelo primeiro juiz judaico no Supremo Tribunal dos Estados Unidos, Louis Brandeis, sob os auspícios do reverendo Blackstone e foi aprovada tanto pelo presidente Woodrow Wilson, como pelo primeiro-ministro David Lloyd George, na esteira dos acordos franco-britânicos Sykes-Picot de partilha do «Oriente Próximo». Este acordo foi sendo progressivamente revelado ao público.

O futuro Secretário de Estado para as Colonias, Leo Amery, foi encarregado de enquadrar os antigos membros do «Zion Mule Corps» (Corpo sionista de transporte com mulas) para criar, com dois agentes britânicos Ze’ev Jabotinsky e Chaim Weizmann, a «Legião Judaica» no seio do exército britânico.

O ministro das Relações Exteriores(Negócios Estrangeiros), Lord Balfour, enviou uma carta aberta a Lord Walter Rothschild comprometendo-se a criar um «lar nacional judaico» na Palestina (2 de novembro de 1917). O presidente Wilson incluiu entre os seus objetivos de guerra oficiais, (o n ° 12 dos 14 pontos apresentados ao Congresso a 8 de janeiro de 1918), a criação de Israel .

Portanto, a decisão de criar Israel não tem nenhuma relação com a destruição dos judeus da Europa, sobrevinda duas décadas mais tarde, durante a Segunda Guerra Mundial.

Durante a Conferência de paz de Paris, o Emir Faiçal (filho do xerife de Meca, e mais tarde rei do Iraque britânico) assinou, a 3 de janeiro de 1919, um acordo com a Organização Sionista, comprometendo-se a apoiar a decisão anglo-saxonica.

OS VERDADEIROS FILHOS DE ABRÃAO
JUDEUS E ARABES IRMANADOS
NA PALESTINA PRÉ SIONISTA
A criação do Estado de Israel, que foi feita contra a vontade da população da Palestina (incluindo os judeus palestinos), foi, pois, também feita com o acordo dos monarcas árabes. Além disso, à época, o xerife de Meca, Hussein bin Ali, não interpretava o Alcorão à maneira do Hamas. Ele não pensava que «uma terra muçulmana não pudesse ser governada pelos não-muçulmanos».

A criação jurídica do Estado de Israel

Em maio de 1942, as organizações sionistas realizaram o seu congresso no Hotel Biltmore, em Nova Iorque. Os participantes decidiram transformar o «lar nacional judaico» da Palestina em «Commonwealth Judaica» (referindo-se à Commonwealth com a qual Cromwell havia substituído brevemente a monarquia britânica), e autorizar a imigração em massa de judeus para a Palestina. Num documento secreto, foram especificados três objetivos: «(1) o Estado judeu englobaria a totalidade da Palestina e, provavelmente, a Transjordânia; (2) o deslocamento das populações árabes para o Iraque e (3) a tomada em mãos pelos judeus dos sectores do desenvolvimento e do controlo da economia em todo o Médio-Oriente».

A quase totalidade dos participantes ignorava, então, que a «solução final da questão judaica» (die Endlösung der Judenfrage) tinha justamente começado, secretamente, na Europa.

Em última análise, ao passo que os britânicos não sabiam como haviam de satisfazer quer os judeus, quer os árabes, as Nações Unidas (que então tinham apenas 46 Estados-membros) propuseram um plano de partilha da Palestina, a partir das indicações de que os Britânicos lhe haviam fornecido. Deveria ser criado um Estado bi-nacional compreendendo um Estado judeu, um Estado árabe, e uma área «sob regime internacional especial» para administrar os lugares santos (Jerusalém e Belém). Este projeto foi aprovado pela Resolução 181 da Assembleia Geral.

Sem esperar pelo resultado das negociações, o presidente da Agência Judaica, David Ben Gurion, proclamou, unilateralmente, o Estado de Israel, imediatamente reconhecido pelos Estados Unidos. Os árabes do território israelita foram colocados sob lei marcial, os seus movimentos foram restringidos e os seus passaportes confiscados. Os países árabes recém-independentes intervieram. Mas, sem exércitos devidamente constituídos, foram rapidamente derrotados. No decurso desta guerra, Israel procedeu a uma limpeza étnica e forçou, pelo menos, 700.000 árabes a fugir.

A ONU enviou como mediador, o conde Folke Bernadotte, um diplomata sueco que salvou milhares de judeus durante a 2a guerra mundial. Ele descobriu que os dados demográficos, fornecidos pelas autoridades britânicas, estavam falseados e exigiu a plena implementação do Plano de Partilha da Palestina. Ora, a Resolução 181 implicava o retorno dos 700. 000 árabes expulsos, a criação de um Estado árabe e a internacionalização de Jerusalém. O enviado especial da Onu foi assassinado, a 17 de setembro 1948, por ordem do futuro primeiro-ministro, Yitzhak Shamir.

Furiosa, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou a Resolução 194, que reafirma os princípios da Resolução 181 e, além disso, proclama o direito inalienável dos palestinianos a voltar para suas casas e a ser indenizados pelos prejuízos que acabavam de sofrer.

Entretanto, Israel, tendo prendido os assassinos de Bernadotte, tendo-os julgado e condenado, foi aceite no seio da ONU com a promessa de honrar as resoluções. Mas, tudo isso não passava de mentiras. Logo após os assassinos foram anistiados, e o atirador tornou-se o guarda-costas pessoal do primeiro-ministro David Ben Gurion.

Desde a sua adesão à ONU Israel não parou de violar as resoluções, que se acumularam na Assembleia Geral e no Conselho de Segurança. Os seus laços orgânicos com dois membros do Conselho, dispondo do direito de veto, colocam-no à margem do direito internacional. Tornou-se um Estado offshore, permitindo aos Estados Unidos e ao Reino Unido fingir respeitar ambos o direito internacional, enquanto o violam a partir deste pseudo-Estado.

É absolutamente errado pensar que o problema colocado por Israel só envolve o Médio-Oriente. Hoje em dia, Israel atua militarmente em qualquer lugar do mundo, sob a capa do imperialismo anglo-saxônico. Na América Latina, foram agentes israelitas que organizaram a repressão durante o golpe contra Hugo Chavez (2002) ou a derrubadade Manuel Zelaya (2009). Em África, eles estavam presentes, por todo o lado, durante a guerra dos Grandes Lagos, e organizaram a prisão de Muammar el-Qaddafi. Na Ásia, eles dirigiram o assalto e o massacre dos Tigres Tamil (2009), etc. Em todos os casos, Londres e Washington juram não ter nada a ver com tais assuntos. Além disso, Israel controla muitos meios de comunicação e instituições financeiras (tal como a Reserva Federal dos Estados Unidos).

A luta contra o imperialismo

Até à dissolução da URSS era óbvio para todos, que a questão israelita destacava-se na luta contra o imperialismo. Os palestinianos eram apoiados por todos os anti-imperialistas do mundo – até os membros do Exército Vermelho japonês — que vinham bater-se ao seu lado.

Atualmente, a globalização da sociedade de consumo, e a perda de valores que se lhe seguiu, fez perder a consciência do caráter colonial do Estado hebreu. Somente os árabes e muçulmanos se sentem postos em causa. Eles mostram empatia com o sofrimento dos palestinos, mas ignoram os crimes de Israel no resto do mundo, e não reagem aos outros crimes imperialistas.

No entanto, em 1979, o aiatola Ruhollah Khomeini explicava aos seus fieis iranianos, que Israel não era senão como uma boneca nas mãos dos imperialistas e o único verdadeiro inimigo era a aliança dos Estados Unidos e do Reino Unido. Por ter enunciado esta simples verdade, Khomeini foi caricaturado no Ocidente e os xiitas foram apresentados como heréticos no Oriente. Hoje em dia, o Irã é o único Estado no mundo a enviar maciçamente armas e conselheiros para ajudar a Resistência palestina, enquanto os regimes sionistas árabes debatem amavelmente, por vídeo-conferência, com o presidente israelita durante as reuniões do Conselho de Segurança do Golfo.


Jornalista Investigativo 

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Iniciação: Como organizá-la?




Amigos 

Eis um diálogo 

Amiga:

"Como organizar o conceito de Iniciações e a Realização com o Self, ou como se queira chamar tal estágio que um Tolle, Mooji e Ramana, por exemplo alcançaram?
Ex.: a 3a. Iniciação, tamb chamada de Transfiguração é uma inic. chave e que não corresponde, a meu ver, com o que alcançaram Tolle e Ramana - acho que eles estão mais altos... No livro a Os 7 Raios e as Iniciações, Alice Bailey através do Tibetano dá um show de conhecimento sobre o tema, mas não fica claro este aspecto, pelo menos não recordo - li há tempo!"

Minha resposta: 

Primeiro que tudo afastar todo o desejo e a ânsia de alcançá-lo e tão somente se ater ao que você É, sabendo também que trazemos em nós semi-latente um "outro" um Theohomem Divino, mas dominado, enclausurado, por forças tanto na psique, como no corpo, como no ambiente ao redor, que se apropriaram desse Theohomem e o revestiram de uma armadura controlável (por essas forças) instável, boa-má, LIMITADA e, portanto, MORTAL. 

De forma alguma devemos tratar de MEDIR quem alcançou e se o nível tal vem depois ou antes do qual. 
Essa indevida procura é um dos grandes desvios desses ensinamentos esotéricos ou porque tenham sido mal ensinados, ou porque tenham sido mal compreendidos, ou até mesmo porque assim é nos mais cômodo tratar, sem transcender, essa questão. 

Ora, se a meta é o Novo Homem, a Nova Consciência, integrada com o UM - a Consciência Divina ("Seja feita a SUA VONTADE e não a minha"), como é que ao mesmo tempo, em flagrante contradição e sob o pretexto de alcança-lo, nos preocupamos com uma taxonomia, uma fragmentação em esquemas hierárquicos de vários níveis de iniciações, mestres etc. 

Não, aqui não cabe: mais-menos; maior-menor; pior-melhor... 

É exatamente ao contrário. É sair dessas dicotomias e comungar com o TODO, cujo menor é o TODO, cujo maior é o TODO cujo melhor é o TODO cujo pior é o TODO cujo mestre é o TODO e cujo discípulo é o TODO. 

Recolhamo-nos ao nosso genuíno anelo interior pela Gnósis e teremos o nosso justo soldo. Aqui cabe dar uma olhada na parábola cristã dos Talentos.

A Luz em nós quando liberada, Ela e só Ela será a primeira a reconhecer a justiça desse nosso “soldo”.

Os mestres citados e não citados não são melhores nem piores que ninguém (“Não há um justo, nem um sequer." Romanos 3:10 - Paulo de Tarso).

Os verdadeiros mestres o são porque são servos - adoradores - absolutos da luz liberada neles - e não deles!!

E aí, nessa possibilidade de adoração limpa, completa é que eles se caracterizam como tal. 

O néctar, o Graal, o alimento para esse princípio espiritual encapsulado em nós está mais perto que mãos e pés, portanto, não precisamos procurá-lo.

O anelo é o pré requisito único, fundamental, e nós não fizemos nada para tê-lo. 

O anelo nos veio de GRAÇA.

E então a conversa segue entre nós os anelantes.

A partir do anelo, vem a busca e para encetá-la devemos  cuidar em nos auto organizarmos para esse rumo, sendo como somos. Esse próprio processo de auto organização gerará em nós uma observação mais clara e inteligente, abrindo assim brechas nesse nosso espesso entorno nebuloso, fazendo com que a própria LUZ recupere o seu espaço usurpado e transfigure o corruptível em incorruptível, o mortal em imortal, o Homem no Theohomem. 

E aqui não há nenhuma, iniciação nem finalização, posto que a ação parte toda da própria LUZ, que não é você.

A LUZ que é ETERNA sem início e sem fim. 

Para concluir sugiro ver esse vídeo. 




Paulo Azambuja


segunda-feira, 23 de novembro de 2015

A Gnósis e o Graal


A Gnósis - o Conhecimento Introspectivo da Verdade - não é só mente, não é só coração e menos ainda só o plexo solar.

A “gnósis” só da mente leva às revelações e especulações acadêmicas, frias, doutorais e desse modo só reforça, numa prisão muito mais poderosa, sua ligação vaidosa às coisas e ao Príncipe desse Mundo.

A “gnósis” só do coração leva a um enlevamento hipnótico, místico, mas cego, e desse modo totalmente manipulável, bem ao feitio do "Príncipe desse Mundo

Menos ainda, a “gnósis” de procedimentos ativadores a partir de baixo (no sentido amplo), que leva às práticas refinadas do esoterismo mágico forçante (quando não “negro”), revolvendo os resíduos venenosos acumulados, que é como se encontra atualmente o plexo solar da humanidade.
Praticá-la é como provocar o rompimento da represa de Mariana, espalhando a poluição acumulada por eons, para o nosso fluxo kundalínico, o nosso “Rio Doce”, matando assim as possibilidades potenciais de vida redentora, restauradora, definitivamente espiritual e libertadora do nosso Mar Cardíaco (Coração-Cabeça). 

Essa seria uma grande vitória para o nosso algoz, o Príncipe Alternativo, o deus desse Mundo e, na verdade, a observação diária dos acontecimentos e comportamentos do mundo atual nos mostra claramente que é nisso que Authades e toda a hierarquia de sua gangue estão apostando suas fichas. 


O Processo Gnóstico que aqui apresentamos, que corresponde à literatura e à pratica gnóstica de pelos menos esses 2000 últimos anos e que ficou bem caracterizada a partir da metade do sec. XX com os achados no Egito dos Evangelhos Gnósticos perdidos de Nag Hammadi, é um processo em que:

1º Há um forte anseio espiritual do coração respondendo ao seu mais profundo recôndito espiritual que pneumaticamente clama no deserto.

2º Há uma maturidade mental intrínseca no buscador de alma sinceramente anelante que o leva a questionar, desconfiar, avaliar, o bem-mal cheio de atraentes-dolorosas armadilhas que se acumulam predominantemente na região do plexo e que, dai, subordinam as mentes e os corações da humanidade em todo o Mundo.

Em consequência tal nos leva a uma profunda, sincera e penosa prospecção, a um diálogo interno buscando sincronizar mente-coração. E se vai assim “perfurando” até que a percepção gnóstica se consolide; a percepção absoluta, conquistada inequivocamente e que passa a vibrar em cada célula e que sabe que: “O bem que eu quero eu não faço e o mal que não quero esse sim o faço” [isso em todos os homens, em todo o mundo e por toda a historia] [Paulo de Tarso], e que “Meu Reino não é desse Mundo”. Esse é o momento (e não antes) da Mudança Fundamental, em que Parsifal vai a procura do Santo Graal como indicado nesse conto arquétipo cujo resumo a seguir trouxe do site: Psicologia Yunguiana:

A Busca do Graal

[Evangelho Gnóstico de Tomé - 2 e 3] “Aquele que busca continue buscando até encontrar e quando encontrar, se perturbará, e ao se perturbar ficará maravilhado e então reinará em comunhão com e sob a Vontade do Todo, pois o Reino está dentro de vós, e também está em vosso exterior. Quando conseguirdes conhecer a vós mesmos, então, sereis conhecidos e compreendereis que sois filhos do Pai vivo. Mas, se não vos conhecerdes, vivereis na pobreza e sereis essa pobreza.”

“O Cálice da Última Ceia é guardado num castelo de um rei ferido doente e estéril conhecido como o "Rei Pescador". Seu castelo guarda o Graal, porém ele não pode tocá-lo e nem ser curado por ele. Por isso todo o seu reino tornou-se estéril e, o seu povo vive numa grande desolação.

Isolados numa floresta vivem um rapaz e sua mãe, viúva, de nome "Coração Partido". O jovem só saberá o seu próprio nome mais tarde [depois do processo de mudança fundamental que indiquei acima]: Parsifal. 

A mãe para proteger o filho dos perigos e da morte embrenhou-se com ele na floresta, com o objetivo de criá-lo com segurança, longe dos dissabores da corte.

Um dia ele vê passar cinco cavaleiros ostentando suas armaduras brilhantes e fascinado os segue. Encontra então uma tenda, que pensou ser um templo, e dentro dela vê uma "donzela aflita" [medo] que pede a Parsifal que vá embora, pois seu noivo está para chegar e pode matá-lo.


Prosseguindo em sua jornada se depara com o "Cavaleiro Vermelho" [alma sangue] que vinha da corte do Rei Arthur e fica encantado com sua brilhante armadura com seus adornos vermelhos e lhe diz que também quer ser cavaleiro, e assim o cavaleiro o envia à corte de Arthur.


Já em Camelot, Arthur o sagra cavaleiro e permite que ele se apodere da armadura, das armas e da montaria do "Cavaleiro Vermelho". Parsifal então encontra o cavaleiro, mata-o e veste a armadura sobre suas roupas grosseiras. É então enviado ao mestre Gournamond para se instruir nas artes de cavaleiro. Ao final do treinamento Gournamond lhe diz que quando encontrar o Graal deve fazer-lhe e a pergunta: "A quem pertence o Graal?"

A partir daí tudo o que fizer será para servi-la. Liberta-lhe o castelo, que estava sitiado, e passa a noite com ela.

No dia seguinte encontra dois homens pescando num barco. Um deles o convida a passar a noite no seu castelo do Graal. Aceita e, lá chegando, se depara com o Rei Pescador; o homem que o havia convidado. Presencia, na hora da ceia, uma cerimônia na qual quatro jovens carregam uma espada que sangra sem parar, e uma jovem leva o Graal, mas Parsifal não lhe faz a pergunta indicada por Gournamond. No dia seguinte todas as pessoas e o castelo haviam sumido.

Dois cavaleiros de Arthur o vêm buscar levando-o para a corte, onde é recebido com muita pompa. No meio da festa aparece uma donzela horripilante, montando uma mula decrépita, que enumera todos os defeitos e falhas de Parsifal. Com o dedo em riste, diz que tudo é culpa dele, por não haver feito a pergunta. Determina tarefas a todos os cavaleiros e a Parsifal diz que volte a procurar o Graal e que quando o encontrar faça-lhe a pergunta.

Parsifal passa então por muitas aventuras e se esquece do Graal, da Branca Flor e da Igreja. Certo dia encontra uns peregrinos que lhe perguntam o porquê de estar armado numa Sexta-Feira Santa. Sente-se muito mal e com remorso. Acompanha-os até um eremita, com quem se confessa. O eremita dá-lhe a absolvição e manda-o ir imediatamente ao castelo do Graal. Encontrando o Graal, Parsifal finalmente faz-lhe a pergunta: “A quem pertence o Graal?”, obtendo a resposta: 


O Graal serve ao Rei do Graal. [e somente a ELE]



Paulo Azambuja 















terça-feira, 17 de novembro de 2015

"Existe Enquanto Dura" - Uma confirmação Científica...

Efeito do Observador confirmado: átomos não se movem se você estiver olhando

Amigos: 


Trago aqui uma experiência científica recém divulgada e que a meu ver é da mais alta importância e assim além de te-la compartilhado e comentado no FB também a estou colocando aqui no blog para mais ainda divulgá-la e para te-la bem arquivada.

A cada constatação teórica da ciência seus financiadores logo se interessam pelas possíveis aplicações em tecnologia que daí possam resultar e o valor do demonstrado vai mais por essas possibilidades práticas. 

Certamente não é esse o aspecto que me interessou.

Hoje, bem a propósito, estava revendo um artigo que editei aqui no blog em 17/11/2013: "Ai de Vós Escribas e Fariseus Hipócritas!" cujo trecho, que destaco a seguir, tem muito a ver com o que estamos tratando aqui: 

"Portanto sei, respeito e estou muito atento ao fato de que minha vida atual - nessa dimensão - (SIM estou e estamos AQUI - não é mentira não!) não é como se diz imprecisamente tão somente uma "ilusão" a ser deixada pra lá. Embora certamente seja transitória e limitada, como cristão tenho que entender que minha alma desceu "aos infernos" ou mais apropriadamente "à transitoriedade, à limitação intrínseca" dessa dimensão e está agora aqui com um objetivo de DAQUI, DESSE MUNDO E COM ESSE MUNDO (não o abstraindo e nem fugindo dele - e, de resto, pensar que se possa faze-lo, isso sim, é a verdadeira ilusão dos "nova-era-OMMM"), permitir e atentar para que seja construído o caminho de LIBERTAÇÃO - TANTO DA ALMA (O NOVO HOMEM) QUANTO TAMBÉM DO MUNDO (O NOVO MUNDO). E isso não se faz com indiferença sobre muitas das "coisas" que pessoal, psíquica e socialmente se nos apresentam AQUI, exigindo-nos posições e atitudes práticas e não fugas, quer sejam por drogas ou por alienação falsamente religiosa ou esotérica."

Resumo então meu interesse nesta comprovação científica: 

"Ilusão ou realidade? Desfaz-se a questão. 
Parafraseando Vinícius: “Existe enquanto dura” (a nossa interação consciente)

Talvez essa conclusão científica saída do forno não nos mostre logo, claramente, sua fundamental importância filosófica e existencial. 

Mas ela realmente bate perfeitamente com o que entendemos como visão do cristianismo gnóstico original em relação a necessidade de "Estar no mundo embora não Ser do mundo" ou de "Dar a César o que é de César". 

Desse modo a ciência aqui, sob uma ótica gnóstica, nos permite avaliar e relativizar a propriedade da formulação, muito popular esotericamente, que propõe esse mundo como sendo um "nada" ou uma "ilusão", formulação essa muitas vezes decorrente da má tradução, má semântica ou mesmo de um fraco entendimento filosófico-espiritual de postulados orientais profundos, mas mal importados e mal entendidos para uma mentalidade ocidental." 

Paulo Azambuja

O Artigo: 
Redação do Site Inovação Tecnológica - 03/11/2015

Efeito do Observador

"Há poucos dias, em um experimento histórico, físicos finalmente mostraram de forma incontestável que Einstein estava errado ao menos em uma de duas de suas ideias fundamentais, uma delas envolvendo as incertezas e as leis probabilísticas da mecânica quântica.

Para não deixar margens a dúvidas, outra equipe finalmente demonstrou de forma inequívoca uma das previsões mais estranhas da teoria quântica - a previsão de que um sistema quântico não pode mudar enquanto o pesquisador o estiver observando, confirmando que o observador de fato influencia os experimentos quânticos.

Segundo os físicos da Universidade de Cornell, nos EUA, responsáveis pelo experimento, esse comportamento quântico foi bem ilustrado na série Dr. Who pelos "Anjos Lamentadores", criaturas predatórias que assumem a forma de estátuas e que apenas se movem e atacam quando não estão sendo olhadas..."

Isto é: a indistinguibilidade, a elusividade - mais cientificamente falando - a incerteza quântica, torna-se manifestada, isto é passa a existir enquanto sob uma consciência observadora. 

Veja o artigo integral:



quarta-feira, 11 de novembro de 2015




Estamos em pleno apocalipse. A massa humana só reage cega, caótica e inconscientemente, mas os dirigentes os condutores do processo sabem muito bem, há muito, o que pretendem e a época (que é a atual) de empreende-lo.

Há leis e forças muito superiores às nossas que estão conduzindo esse plano e já o colocaram revelado por escrito há muito tempo. Revelaram-no explicitamente, sem maiores cuidados, porque sabem que só alguns dos seus sacerdotes as entenderão e as conduziram com "sabedoria superior"; o resto vai se portar como eles sabem que vai se portar isso é como “cegos” manipulados.

Sendo assim o que estou tentando mostrar aqui vai interessar, muito além de uma curiosidade efêmera, se tanto, a muito poucos, mas isso não quer dizer, no entanto, que não vá afetar a todos principalmente a essa maioria de "fantoches dos eons" os goyn de todo o mundo.

A autoridade com que esse rabino se pronunciou agora em setembro de 2015 em Jerusalém é poderosa e suportada por um ser maior, Authades e seus eons e depois por esses sacerdotes e por fim pelas forças de guerra, informação e dominação do mundo de seu próprio grupo ou sob a sua dominação ao seu serviço.

O Rabino traz nessa declaração (legendada em inglês) as suas premissas, seu fundamentos, e a partir delas surgem logicamente as justificativas e por fim os atos que estão sendo aplicados.

Eles são eficientes porque são COERENTES com os seus fundamentos.
E assim restam na terra toda nós, os “outros” os “não seguidores das 7 leis” como explica o Rabino, os  Goym, para os quais, como diz o sacerdote da palestra, Authades (isso é como o chama os gnósticos) outorgou o direito “007” isso é a permissão para matar, para extinguir ou escravizar.
  
Mas nesta conflagração apocalíptica não existe só um lado, só esses fundamentos. Hoje completamente desvirtuado e esquecido mas no entanto com premissas muito mais abrangentes e fundamentais e portanto mais potentes que aqueles, existem os fundamentos da Gnósis Cristã já revelada desde há 2000anos e reiterada por escrito  com a descoberta dos Evangelhos gnósticos em Nag Hammadi no Egito. O que precisam agora surgir são sacerdotes portadores e irradiadores desses fundamentos, “Sacerdotes da  ordem de Melquisedeque” tão preparados e tão dedicados como esse sacerdote de Authades só que com outras premissas, fundamentos,  projetos, ações e “armas” muito diferentes e muito mais poderosas que os deles.
Chegou a Hora. 

Eis o pronunciamento do atual chefe do Sinédrio ("Après" Nicodemos)



  
Paulo Azambuja

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

“O Enem da Consciência”




Dissemos em “Atualidade do Cristianismo Gnóstico - Limites”:

“E esses limites nos levam a um Planeta em crise. Mesmo a contragosto temos que conviver com essa crise que afeta a todos, tanto a nível físico como psicológico. Estamos, profundamente envolvidos, e assim temos que equacionar essa crise, entendê-la visando solucioná-la em sua real profundidade.

A humanidade e cada indivíduo da humanidade perdeu a sua capa moral.

Portanto, resta o vazio! E esse vazio explode em exacerbações: nos vícios, na ganância desmesurada, na hiperatividade física sensual, no ódio, no caos, na violência e na falência de discernimento. Portanto somos todos nós as grávidas que vemos nossa próxima geração com grande preocupação e angústia.

Estamos numa crise de limite de consciência. Tudo o mais são os sintomas dessa crise.”

Pois bem e isso colocamos no livro em 2008. Agora já acabamos de prestar a fase classificatória do nosso vestibular, do nosso “Enem de Consciência”. 

E a matéria que cai nessa prova não tem nada a ver com testar nossa erudição científica, teológica ou esotérica. Aqui estamos sendo testados quanto ao resultado final da nossa formação consciencial nesse grande ciclo da roda do mundo de "César", de Authades, do Demiurgo. 

As coisas que se nos apresentam nesse vestibular, nesse “julgamento”, são verificações de como nós nos entendemos e de como entendemos o mundo e seu estado atual, repleto de acontecimentos explícitos chocantes, mas muito didáticos e esclarecedores, para verificar se nosso Estado de Consciência consegue perceber os limites de todas as coisas daqui, e só assim estar apto para reagir convenientemente às etapas que nos confrontarão com a próxima Grande Transição, tanto interna e externa. 

Está sendo verificado se somos as noivas néscias ou as noivas sábias a espera do noivo. As néscias, passivas, alienadas, de dentro de seu quarto escuro e trancado, contam com que alguma dedução lógica, intuição mística ou algum deus lhes avisará da chegada do noivo, enquanto que as sábias escancaram sua janela e olham o mundo ao seu redor bem sabendo se focar no horizonte da verdadeira estrada pela qual o noivo virá, pois seu discernimento desenvolvido aprendeu eliminar todos as demais falsos caminhos, até os mais atraentes. 

Agora o Enem Espiritual já disponibiliza sua lista e, para os olhos e os ouvidos que querem perceber, mostra quais as reprovadas, as Consciências-Joio: sem discernimento, omissas, atarantadas, vociferantes, enlouquecidas, raivosas, confusas, apáticas...; e quais as Consciências-Trigo, as que seguirão em frente, as noivas vigilantes que em tempo já acenderam suas lamparinas pois souberam perceber, discernir objetivamente e atentas ao mundo, as longínquas nuvens de poeira no horizonte da estrada, mostrando a iminente chegada do noivo. 

Paulo Azambuja